Little Girl Blue

O azul é a melancolia de dentro de nossa alma. Ela nos leva além em um mundo totalmente azul, azul de desespero. Um azul claro melancólico outro mais profundo como a solidão deve ser. Eu sei que nesse mundo das cores de despedidas me levam em um barco branco de paz por dentro do mar azul escuro de solidão. Eu tenho tentado remar para um mar cristalino, onde consigo ver o reflexo de meu rosto perdido em sonhos que não existem. Tenho tentando acordar em um amanhecer quente e laranja como deve ser. O sol amarelo esquentando um pedaço de minha alma fria, paralisada de um instante infinito. Está na hora de ver o dia nascer novamente em meu rosto distante. E apreciar o florescer de minha vida se desabrochando para o amor que tem andado comigo. Sim baby, eu sou uma explosão ambulante. Explodo dentro de mim mesma e quando percebo os pedaços estão espalhados ao meu redor com um infinito quebra cabeça. Eu tenho visto o meu mundo azul se enfurecer como um vulcão. Criando uma cor alaranjada no reflexo do ceu. E eu sei como me sinto quando explodo de dentro para fora. Despedaçada em mínimos detalhes sou arremessada em seus braços confortáveis. É cruel me jogar assim, desmoronando em cima de ti. Mas eu sei que meu mundo azul tem estado feliz melancolicamente de lhe ter dentro dele.
– Flávia M. (Vomite-me)

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Me Sinto Invadida Pelo Cotidiano

Baby, me sinto invadida pelo cotidiano, onde não estás comigo. Viciei minhas retinas em seus olhos fugazes. Olhei para eles e vi o que sentes de dentro para fora. Sim querido, te quero mais do que quero a mim mesma. Meu amor se torna forte a cada momento que passo contigo, e frágil a cada espaço que da dê mim. Me quebro só de pensar em um dia não querer mais me amar nas madrugadas dolorosas. Onde pensamos o porquê de estarmos aqui abraçados olhando um pro outro. Aprendi o que é um amor natural. Onde nos confortamos no peito de alguém. Quero seu colo, e poder desabar tudo que carrego dentro de mim em cima de ti, para que sintas o quão grande e intenso é. Derramar sobre ti um pouco do amor que me restringe a dar te à ti. Tenho sonhado alto contigo ao meu lado, e se eu cair, a queda vai ser estrondosa. Abalando o concreto que estás lá embaixo. Estremecendo o que não deve se abalar. Querer à ti é doloroso quando a rotina me impedi de olhar para ti e lhe beijar mortalmente. Passo cada segundo pensando se verei seu rosto novamente. Relevando o que não faz sentindo e sentindo intensamente meu peito arder de uma febre interna com o seu nome. A cada dia fica mais difícil não estar contigo, mas quando lhe vejo sinto tudo se fechar e minhas direções se ligarem a ti. Desabando tudo o que sinto quando não posso te tocar.- Baby, me sinto invadida pelo cotidiano, onde não estás comigo. Viciei minhas retinas em seus olhos fugazes. Olhei para eles e vi o que sentes de dentro para fora. Sim querido, te quero mais do que quero a mim mesma. Meu amor se torna forte a cada momento que passo contigo, e frágil a cada espaço que da dê mim. Me quebro só de pensar em um dia não querer mais me amar nas madrugadas dolorosas. Onde pensamos o porquê de estarmos aqui abraçados olhando um pro outro. Aprendi o que é um amor natural. Onde nos confortamos no peito de alguém. Quero seu colo, e poder desabar tudo que carrego dentro de mim em cima de ti, para que sintas o quão grande e intenso é. Derramar sobre ti um pouco do amor que me restringe a dar te à ti. Tenho sonhado alto contigo ao meu lado, e se eu cair, a queda vai ser estrondosa. Abalando o concreto que estás lá embaixo. Estremecendo o que não deve se abalar. Querer à ti é doloroso quando a rotina me impedi de olhar para ti e lhe beijar mortalmente. Passo cada segundo pensando se verei seu rosto novamente. Relevando o que não faz sentindo e sentindo intensamente meu peito arder de uma febre interna com o seu nome. A cada dia fica mais difícil não estar contigo, mas quando lhe vejo sinto tudo se fechar e minhas direções se ligarem a ti. Desabando tudo o que sinto quando não posso te tocar.

– Flávia M. (Vomite-me)

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Os Mortos

“os mortos vêem o mundo
pelos olhos dos vivos

eventualmente ouvem,
com nossos ouvidos,
certas sinfonias
algum bater de portas,
ventanias

Ausentes
de corpo e alma
misturam o seu ao nosso riso
se de fato
quando vivos
acharam a mesma graça”

– Ferreira Gullar

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Charles Bukowski

“se não sai de ti a explodir
apesar de tudo,
não o faças.
a menos que saia sem perguntar do teu
coração, da tua cabeça, da tua boca
das tuas entranhas,
não o faças.
se tens que estar horas sentado
a olhar para um ecrã de computador
ou curvado sobre a tua
máquina de escrever
procurando as palavras,
não o faças.
se o fazes por dinheiro ou
fama,
não o faças.
se o fazes para teres
mulheres na tua cama,
não o faças.
se tens que te sentar e
reescrever uma e outra vez,
não o faças.
se dá trabalho só pensar em fazê-lo,
não o faças.
se tentas escrever como outros escreveram,
não o faças.

se tens que esperar para que saia de ti
a gritar,
então espera pacientemente.
se nunca sair de ti a gritar,
faz outra coisa.

se tens que o ler primeiro à tua mulher
ou namorada ou namorado
ou pais ou a quem quer que seja,
não estás preparado.

não sejas como muitos escritores,
não sejas como milhares de
pessoas que se consideram escritores,
não sejas chato nem aborrecido e
pedante, não te consumas com auto-devoção.
as bibliotecas de todo o mundo têm
bocejado até
adormecer
com os da tua espécie.
não sejas mais um.
não o faças.
a menos que saia da
tua alma como um míssil,
a menos que o estar parado
te leve à loucura ou
ao suicídio ou homicídio,
não o faças.
a menos que o sol dentro de ti
te queime as tripas,
não o faças.

quando chegar mesmo a altura,
e se foste escolhido,
vai acontecer
por si só e continuará a acontecer
até que tu morras ou morra em ti.

não há outra alternativa.

e nunca houve.”

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Eu Tenho Um Amor Que Me Ama

Eu tenho um amor que me ama
e eu o amo como o ar em que respiro.
Sim baby, hoje eu tenho um homem que me ama.
Ele me vê e lhe sinto de longe,
até posso ver o que se passa em sua mente.
Eu tenho um amor como as nuvens tem o céu,
como o azul claro dele reflete em meus olhos escuro.
Eu tenho um amor de verão intenso.
Veio até mim e foi caloroso como o arder do sol.
Eu tenho um homem que me ama
assim como ama os solos de guitarra.
Eu o deixo me abraçar e sinto o pesar da vida
preenchendo nossos corpos juntos.
O peso da vida em cima do nosso amor caloroso.
E quando a manhã chega
o nascer do sol ilumina nossos rostos e podemos ver.
Podemos ver o nascer de mais um dia
o nascer dos nossos dias.
E cada vez que vejo de perto
seus olhos escuros como os meus
é como ver o nascer de uma vida.
Meu amor de verão veio intensamente me chamar
para esfriar o arder da dor de dentro.
E hoje o calor intenso que sinto é o do seu amor por mim.
Flavia M. (Vomite-me)

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