Dominação

Dominação

28/05/2019 210 Por FLAVIA M.

Em seu quarto cheio de espelhos e janelas de vidro sem cortinas, vejo-me nua, amarrada em sua cama com lençóis de cetim. Meus tornozelos estão presos no final da cama, com uma espaçadora. Meus braços presos para cima, com uma algema forte prendendo-o. Meu corpo já um pouco roxo com as chicoteadas que passavam por minha pele crua.

Dominada pelo tesão, pelo calor do corpo, pelas malícias da mente.

– Shhh, quietinha – Ele dizia-me, enquanto eu gritava com uma sensação de dor e prazer ao mesmo tempo.

O chicote de couro fazia cócegas pelo meu calcanhar, barriga e até mesmo lá embaixo. Ele acariciava-a e depois a chicoteava, para que pudesse equilibrar as sensações extremas. O segredo do sadomasoquismo é saber os limites do prazer e dor, se é que há um.

Com seu pênis rígido, ele me olhava furtivamente, querendo me tocar forte. Jogou o chicote de lado e veio para cima de meu corpo, beijando-o inteiro com seus lábios suculentos. Minhas mãos queriam toca-lo mas amarradas elas se mexiam sem sucesso, desesperadamente.

Ele virou-me de bruços e puxou meu cabelo, empinou minha bunda e meteu com força. A cada vai e vem sentia uma sensação extrema e brutal. Minha submissão tomou conta de meu corpo e alma, debruçada para ele. Seus gemidos grossos me davam mais euforia e minha bunda começou a rebolar em cima de seu pênis grosso.

A cada rebolada que dava sentia sua mão preenchendo minha bunda com o fervor do tesão. Sem poder me mexer muito, tentei me virar para vê-lo, mas foi uma tentativa sem sucesso.

Desalgemando minhas mãos ele as colocou para trás em minhas costas. Segurando firme em mim, ele meteu forte e me fez gozar intensamente. Uma sensação dominadora fazia-me amolecer cada vez mais. Meus gemidos foram ficando sem voz, roucos. Minhas pernas bambeavam com aquela sensação amortecedora. Meu corpo quente e os vergões do chicote exalavam para fora de minha pele.

Sua dominação percorria pelos meus pensamentos. A submissão tomava conta daquele momento. Suas mãos prensando meu pescoço fazia com que fervesse lá embaixo. Gostava da violência de ser violentada consensualmente. Meu corpo vermelho fazia-me arder por dentro e por fora.

Sua respiração ofegante foi ficando cada vez mais raivosa. Seus gemidos másculos, suas mãos fortes segurando minha cintura, enquanto eu empinava de quatro para ele.

Com seu pênis rígido demais, ele tirou de dentro e senti sua excitação quente em cima de minhas nádegas.

Fui desmoronando e caindo na cama em um sono profundo.

– Flávia M. (Vomite.me)