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Sensações do Sado-Masoquismo

Uma casa vazia e assustadora. O corpo dela tremia de tesão com o ar de pecado passando. Com os fôlegos em ritmos diferentes, havia algo naqueles corpos que preenchiam o vazio um do outro. Aquecia o vento gélido que percorria por aqueles cômodos sombrios.

Nela crescia um sentimento raivoso, algo que incomodava por dentro. A cada toque uma batida fogosa percorria os batimentos de seu coração. Era algo ensurdecedor, apagava a memória, distorcia o olhar, confundia os sentidos.

Seu corpo quente encostou no dela, com um choque intensivo. Ela compreendia que coisas inexplicáveis acontecem diante de seu olhar perdido. Compreendia a imensidão que é ser e estar na cama com aquela sensação. A sensação que não largava suas emoções. Brincava com sua mente, rejeitava e depois a possuía novamente.

Naquele momento ela via-se sem escapatórias. Suas mãos estavam presas para trás, sem poder tocá-lo. Seu cinto batia em suas nádegas e uma selvageria percorria aquele quarto sombrio.

As palavras falham e os gemidos roucos iam mais altos. Um  olhar instigante a virou para frente, e os lábios percorriam o corpo dela com um toque intenso no meio de suas coxas. Ela sentia a dominação percorrer selvagem em volta de seu corpo. As mordidas, cintos, tapas, puxões de cabelo, e reboladas deixava-os ofegantes.

“O gozo é só um ponto do sexo”, pensava ela.

Alguns pensamentos saiam dos trilhos e viajavam nas sensações do momento. Nada poderia perturbá-los, somente o pecado consumindo suas almas. Um pecado delicioso de sentir. Um  pecado que por incrível que pareça era o que eles mais queriam , mais ansiavam.

Momentos de desesperos sentiam algumas vezes, com os barulhos da casa vazia ecoando pelo quarto. Eles sabiam que havia uma presença ali que não os deixava se desgrudar. Alguma coisa os puxava para perto, sempre.


Ela o olhava e tinham choques efusivos. Ele a sentia por dentro e a loucura vinha a tona, novamente. Sua rigidez invadia as suas profundas sensações de prazer. Um prazer diferente, instigante, selvagem, pecador.

Ele a fazia rebolar em cima de seu colo, enquanto gemia fortemente, um gemido másculo. A explosão dos tesões dos dois eram perigosas, tóxica. Abalava o caminho, como uma chuva cósmica.

Ela pensava na ebulição de ser, aquela crise existencial após um sexo sado é a melhor parte. Tinha razões para acreditar que era isso que acalmava o furacão que percorria dentro dela mesma

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Vomite-me

Poesias e artes eróticas, a verdade nua e crua do corpo humano e da mente incógnita de cada ser. Vomitando os pensamentos e encharcando os papeis de poesias.

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