Apenas Me Ame

Sim baby, apenas continue me amando no decorrer dos dias solitários. Não pedirei para que segures a minha mão quando eu estiver machucada. Não quero mais nada além de seu amor. Apenas me ame, baby. Me ame quando meu choro seco passa por meu rosto pálido. Apenas que ame quando eu estiver caindo em direção ao vulcão que se revolta comigo mesma. A estranheza faz parte de meus dias sombrios. Me sinto perdida em meio a confusão que meus olhos e sentimentos me fazem passar. Minha rotina é repleta de crises existenciais. Quando penso que fugi, ela me pega novamente de repente, e meus dias passam mais lentamente. Quando você me diz que me ama meu coração fala mais alto que minha voz. Seu amor é uma paz que meus sentimentos não tem. Acalma a chama de meu corpo em ebulição. Por isso eu digo amor, apenas me ame, seu amor exala por dentro dos cômodos empoeirados de meu coração. Varre a poeira por diante as janelas, deixando que o vento leve. Apenas me ame quando eu chorar no meio da madrugada. Prometo que não pedirei para remendar meus machucados. Eles secam e viram uma casca dormente. Em cada noite em que durmo com o luar refletindo em meus olhos, pego-me pensando até adormecer imersa em solidão. Quando pergunta-me o motivo disso tudo e não sei dizer, não se assuste. Nem ao menos aqui dentro sei compreender, e não pedirei para que compreenda. Já aprendi a viver assim, conviver. Convivo com esses sentimentos desde que me conheço por gente. Eles nunca vão embora, não importa em que fase de minha vida estou vivendo. Me pergunto por nada. Apenas me ame, baby, assim posso viver imersa de sentimentos que passam fugazes por meus olhos perdidos no horizonte.
– Flávia M. (Vomite.me)

Sensações do Sado-Masoquismo

Uma casa vazia e assustadora. O corpo dela tremia de tesão com o ar de pecado passando. Com os fôlegos em ritmos diferentes, havia algo naqueles corpos que preenchiam o vazio um do outro. Aquecia o vento gélido que percorria por aqueles cômodos sombrios.

Nela crescia um sentimento raivoso, algo que incomodava por dentro. A cada toque uma batida fogosa percorria os batimentos de seu coração. Era algo ensurdecedor, apagava a memória, distorcia o olhar, confundia os sentidos.

Seu corpo quente encostou no dela, com um choque intensivo. Ela compreendia que coisas inexplicáveis acontecem diante de seu olhar perdido. Compreendia a imensidão que é ser e estar na cama com aquela sensação. A sensação que não largava suas emoções. Brincava com sua mente, rejeitava e depois a possuía novamente.

Naquele momento ela via-se sem escapatórias. Suas mãos estavam presas para trás, sem poder tocá-lo. Seu cinto batia em suas nádegas e uma selvageria percorria aquele quarto sombrio.

As palavras falham e os gemidos roucos iam mais altos. Um  olhar instigante a virou para frente, e os lábios percorriam o corpo dela com um toque intenso no meio de suas coxas. Ela sentia a dominação percorrer selvagem em volta de seu corpo. As mordidas, cintos, tapas, puxões de cabelo, e reboladas deixava-os ofegantes.

“O gozo é só um ponto do sexo”, pensava ela.

Alguns pensamentos saiam dos trilhos e viajavam nas sensações do momento. Nada poderia perturbá-los, somente o pecado consumindo suas almas. Um pecado delicioso de sentir. Um  pecado que por incrível que pareça era o que eles mais queriam , mais ansiavam.

Momentos de desesperos sentiam algumas vezes, com os barulhos da casa vazia ecoando pelo quarto. Eles sabiam que havia uma presença ali que não os deixava se desgrudar. Alguma coisa os puxava para perto, sempre.


Ela o olhava e tinham choques efusivos. Ele a sentia por dentro e a loucura vinha a tona, novamente. Sua rigidez invadia as suas profundas sensações de prazer. Um prazer diferente, instigante, selvagem, pecador.

Ele a fazia rebolar em cima de seu colo, enquanto gemia fortemente, um gemido másculo. A explosão dos tesões dos dois eram perigosas, tóxica. Abalava o caminho, como uma chuva cósmica.

Ela pensava na ebulição de ser, aquela crise existencial após um sexo sado é a melhor parte. Tinha razões para acreditar que era isso que acalmava o furacão que percorria dentro dela mesma

Imaginação Fértil

Era de tarde quando ouvi o som da campainha, senti meu corpo estremecer com a presença que se encontra do outro lado da porta. Abri, vi um sorriso malicioso em seu rosto, dizendo:

– Olá, minha doce mulher.

Quando me deparei, já estava sendo sugada para seus braços, com seus lábios me enchendo de libido, aquecendo meu corpo naquela tarde fria e chuvosa de um sábado qualquer. Sem esperar muito me debrucei na cama e observei ele me olhando inteiramente. Quando me vi estava sendo violentamente jogada para debaixo de seu corpo. Senti um tic-tac, pulsando, entre minhas pernas.

– Como você está molhada – Ele disse-me, e eu ofegante respondi com um gemido rouco.

Não consegui pensar em outra coisa a não ser naquele momento, me tirou a razão. Com alguns minutos daqueles beijos molhados, já não tinha mais consciência para pensar direito. Sentindo apenas meus sentidos se aguçarem com minhas mãos pelo seu corpo. Meu olhar já não enxergava muita coisa, estava em uma espécie de transe, sentindo a excitação que corria pelo meu corpo.

Meus sentidos se abriram mais para as sensações que eu sentia naquele momento. Senti sua mão forte bater em minha bunda, com um estralo impactante. Suas mãos percorrendo pelo meu cabelo, puxando forte contra ele.

Com alguns tapas e uma pegada selvagem, fui-me deixando levar até que me encontrei sem opções a não ser deixar tudo acontecer conforme estava indo. Deixei-me mais solta do que antes, e com ele levando-me a um mundo de prazeres intenso. Seus gemidos agora soavam mais alto do que os meus, pedindo, implorando para que essa sensação continuasse por mais um tempo.

Com sua mão no meio de minhas pernas, não conseguia mais parar de me estremecer dos pés a cabeça. Um arrepio forte passou-me pelo corpo. Cada vez queria mais forte e mais selvagem.

Pegando meu corpo com um intenso desejo de domina-lo por inteiro, ele jogou-me de bruços enfio seus dedos dentro de mim, devagar, suave, sentindo-me molhada. Com o vai e vem de seu entrar, senti uma onda de calor me consumir. Gozei em cima de seus dedos molhados, gemendo de prazer.

Ele olhou-me com um olhar selvagem e colocou dentro de mim, forte. Meus sentidos nessa hora se esvaíram. Com um timbre em meus ouvidos, ouvia tudo em eco. O prazer de tê-lo dentro de meu corpo deixou-me com uma estranha sensação de eco em meus ouvidos, e eu explodi de tesão.

Ele forçou suas mãos em minha bunda, enquanto metia forte, e eu pude sentir seu prazer se intensificar dentro de mim. Com um gemido grosso, ele gozou em cima de minha bunda enquanto eu empinava para ele.

Deitei em cima dele com um fôlego intenso, deixando-me acalmar. Ele olhou-me pelada e abraçou meu corpo quente. Enquanto acariciava meu cabelo, entrei em
um sono profundo, e mergulhei na exaustão de um sexo selvagem.

– Flávia M. (vomite.me)

Little Girl Blue

O azul é a melancolia de dentro de nossa alma. Ela nos leva além em um mundo totalmente azul, azul de desespero. Um azul claro melancólico outro mais profundo como a solidão deve ser. Eu sei que nesse mundo das cores de despedidas me levam em um barco branco de paz por dentro do mar azul escuro de solidão. Eu tenho tentado remar para um mar cristalino, onde consigo ver o reflexo de meu rosto perdido em sonhos que não existem. Tenho tentando acordar em um amanhecer quente e laranja como deve ser. O sol amarelo esquentando um pedaço de minha alma fria, paralisada de um instante infinito. Está na hora de ver o dia nascer novamente em meu rosto distante. E apreciar o florescer de minha vida se desabrochando para o amor que tem andado comigo. Sim baby, eu sou uma explosão ambulante. Explodo dentro de mim mesma e quando percebo os pedaços estão espalhados ao meu redor com um infinito quebra cabeça. Eu tenho visto o meu mundo azul se enfurecer como um vulcão. Criando uma cor alaranjada no reflexo do ceu. E eu sei como me sinto quando explodo de dentro para fora. Despedaçada em mínimos detalhes sou arremessada em seus braços confortáveis. É cruel me jogar assim, desmoronando em cima de ti. Mas eu sei que meu mundo azul tem estado feliz melancolicamente de lhe ter dentro dele.
– Flávia M. (Vomite-me)

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Me Sinto Invadida Pelo Cotidiano

Baby, me sinto invadida pelo cotidiano, onde não estás comigo. Viciei minhas retinas em seus olhos fugazes. Olhei para eles e vi o que sentes de dentro para fora. Sim querido, te quero mais do que quero a mim mesma. Meu amor se torna forte a cada momento que passo contigo, e frágil a cada espaço que da dê mim. Me quebro só de pensar em um dia não querer mais me amar nas madrugadas dolorosas. Onde pensamos o porquê de estarmos aqui abraçados olhando um pro outro. Aprendi o que é um amor natural. Onde nos confortamos no peito de alguém. Quero seu colo, e poder desabar tudo que carrego dentro de mim em cima de ti, para que sintas o quão grande e intenso é. Derramar sobre ti um pouco do amor que me restringe a dar te à ti. Tenho sonhado alto contigo ao meu lado, e se eu cair, a queda vai ser estrondosa. Abalando o concreto que estás lá embaixo. Estremecendo o que não deve se abalar. Querer à ti é doloroso quando a rotina me impedi de olhar para ti e lhe beijar mortalmente. Passo cada segundo pensando se verei seu rosto novamente. Relevando o que não faz sentindo e sentindo intensamente meu peito arder de uma febre interna com o seu nome. A cada dia fica mais difícil não estar contigo, mas quando lhe vejo sinto tudo se fechar e minhas direções se ligarem a ti. Desabando tudo o que sinto quando não posso te tocar.- Baby, me sinto invadida pelo cotidiano, onde não estás comigo. Viciei minhas retinas em seus olhos fugazes. Olhei para eles e vi o que sentes de dentro para fora. Sim querido, te quero mais do que quero a mim mesma. Meu amor se torna forte a cada momento que passo contigo, e frágil a cada espaço que da dê mim. Me quebro só de pensar em um dia não querer mais me amar nas madrugadas dolorosas. Onde pensamos o porquê de estarmos aqui abraçados olhando um pro outro. Aprendi o que é um amor natural. Onde nos confortamos no peito de alguém. Quero seu colo, e poder desabar tudo que carrego dentro de mim em cima de ti, para que sintas o quão grande e intenso é. Derramar sobre ti um pouco do amor que me restringe a dar te à ti. Tenho sonhado alto contigo ao meu lado, e se eu cair, a queda vai ser estrondosa. Abalando o concreto que estás lá embaixo. Estremecendo o que não deve se abalar. Querer à ti é doloroso quando a rotina me impedi de olhar para ti e lhe beijar mortalmente. Passo cada segundo pensando se verei seu rosto novamente. Relevando o que não faz sentindo e sentindo intensamente meu peito arder de uma febre interna com o seu nome. A cada dia fica mais difícil não estar contigo, mas quando lhe vejo sinto tudo se fechar e minhas direções se ligarem a ti. Desabando tudo o que sinto quando não posso te tocar.

– Flávia M. (Vomite-me)

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