Charles Bukowski

“A solidão é um presente, o resto é apenas um teste da sua capacidade de resistência, do quão você quer fazê-lo.”

Clarissa Corrêa


“Todos os dias nós enfrentamos esse emaranhado de dúvidas e infinitos caminhos que é a vida. E ficamos um pouco perdidos, esperançosos, confiantes, temerosos, tudo ao mesmo tempo e com uma intensidade absurda. E cuidamos para não enlouquecer, não esmorecer, não fraquejar, não pisar em falso. E procuramos achar todas as respostas para as perguntas que insistem em brincar de nos pregar peças.”

– Clarissa Corrêa

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Friedrich Nietzsche

“Por acaso, hoje uma questão casual me fez perceber que um dos mais básicos conceitos da vida foi apagado de minha consciência: o de “futuro”. Nada desejo, nem um mísero traço de desejo eu sinto. Um quadro vazio! Será porque tenho vivido por tanto tempo às portas da morte que eu não mais abro os olhos para todas as atraentes possibilidades? O certo é que eu me confino a pensar dia após dia, que eu decido o que deve acontecer amanhã, e nenhum dia a mais! Talvez isto seja irracional, impraticável, e mesmo não-cristão – apesar daquele pregador da montanha ter proibido preocupações com “o amanhã” – mas certamente me abala de maneira filosófica. Respeito-me um pouco demais para isso. Parece que eu desaprendi a desejar, sem ao menos sequer tentar. Nessas semanas tenho estado a “transvalorar valores“. Você compreende esta expressão? Quando você a considera mais de perto, o alquimista aparece como o mais louvável dos homens: me refiro àquele que transforma algo insignificante ou desprezível em algo de valor, ou mesmo em ouro. Minha tarefa neste momento é completamente singular: pergunto a mim mesmo o que o gênero humano sempre odiou, temeu, e desprezou em geral – e justamente disso tenho feito o meu “ouro”… Se ao menos eu não fosse acusado de falsificação! Ao invés disso, eu me restrinjo a isso.”

– Friedrich Nietzsche

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Little Girl Blue

O azul é a melancolia de dentro de nossa alma. Ela nos leva além em um mundo totalmente azul, azul de desespero. Um azul claro melancólico outro mais profundo como a solidão deve ser. Eu sei que nesse mundo das cores de despedidas me levam em um barco branco de paz por dentro do mar azul escuro de solidão. Eu tenho tentado remar para um mar cristalino, onde consigo ver o reflexo de meu rosto perdido em sonhos que não existem. Tenho tentando acordar em um amanhecer quente e laranja como deve ser. O sol amarelo esquentando um pedaço de minha alma fria, paralisada de um instante infinito. Está na hora de ver o dia nascer novamente em meu rosto distante. E apreciar o florescer de minha vida se desabrochando para o amor que tem andado comigo. Sim baby, eu sou uma explosão ambulante. Explodo dentro de mim mesma e quando percebo os pedaços estão espalhados ao meu redor com um infinito quebra cabeça. Eu tenho visto o meu mundo azul se enfurecer como um vulcão. Criando uma cor alaranjada no reflexo do ceu. E eu sei como me sinto quando explodo de dentro para fora. Despedaçada em mínimos detalhes sou arremessada em seus braços confortáveis. É cruel me jogar assim, desmoronando em cima de ti. Mas eu sei que meu mundo azul tem estado feliz melancolicamente de lhe ter dentro dele.
– Flávia M. (Vomite-me)

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Me Sinto Invadida Pelo Cotidiano

Baby, me sinto invadida pelo cotidiano, onde não estás comigo. Viciei minhas retinas em seus olhos fugazes. Olhei para eles e vi o que sentes de dentro para fora. Sim querido, te quero mais do que quero a mim mesma. Meu amor se torna forte a cada momento que passo contigo, e frágil a cada espaço que da dê mim. Me quebro só de pensar em um dia não querer mais me amar nas madrugadas dolorosas. Onde pensamos o porquê de estarmos aqui abraçados olhando um pro outro. Aprendi o que é um amor natural. Onde nos confortamos no peito de alguém. Quero seu colo, e poder desabar tudo que carrego dentro de mim em cima de ti, para que sintas o quão grande e intenso é. Derramar sobre ti um pouco do amor que me restringe a dar te à ti. Tenho sonhado alto contigo ao meu lado, e se eu cair, a queda vai ser estrondosa. Abalando o concreto que estás lá embaixo. Estremecendo o que não deve se abalar. Querer à ti é doloroso quando a rotina me impedi de olhar para ti e lhe beijar mortalmente. Passo cada segundo pensando se verei seu rosto novamente. Relevando o que não faz sentindo e sentindo intensamente meu peito arder de uma febre interna com o seu nome. A cada dia fica mais difícil não estar contigo, mas quando lhe vejo sinto tudo se fechar e minhas direções se ligarem a ti. Desabando tudo o que sinto quando não posso te tocar.- Baby, me sinto invadida pelo cotidiano, onde não estás comigo. Viciei minhas retinas em seus olhos fugazes. Olhei para eles e vi o que sentes de dentro para fora. Sim querido, te quero mais do que quero a mim mesma. Meu amor se torna forte a cada momento que passo contigo, e frágil a cada espaço que da dê mim. Me quebro só de pensar em um dia não querer mais me amar nas madrugadas dolorosas. Onde pensamos o porquê de estarmos aqui abraçados olhando um pro outro. Aprendi o que é um amor natural. Onde nos confortamos no peito de alguém. Quero seu colo, e poder desabar tudo que carrego dentro de mim em cima de ti, para que sintas o quão grande e intenso é. Derramar sobre ti um pouco do amor que me restringe a dar te à ti. Tenho sonhado alto contigo ao meu lado, e se eu cair, a queda vai ser estrondosa. Abalando o concreto que estás lá embaixo. Estremecendo o que não deve se abalar. Querer à ti é doloroso quando a rotina me impedi de olhar para ti e lhe beijar mortalmente. Passo cada segundo pensando se verei seu rosto novamente. Relevando o que não faz sentindo e sentindo intensamente meu peito arder de uma febre interna com o seu nome. A cada dia fica mais difícil não estar contigo, mas quando lhe vejo sinto tudo se fechar e minhas direções se ligarem a ti. Desabando tudo o que sinto quando não posso te tocar.

– Flávia M. (Vomite-me)

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