Imaginação Fértil

Era de tarde quando ouvi o som da campainha, senti meu corpo estremecer com a presença que se encontra do outro lado da porta. Abri, vi um sorriso malicioso em seu rosto, dizendo:

– Olá, minha doce mulher.

Quando me deparei, já estava sendo sugada para seus braços, com seus lábios me enchendo de libido. Aquecendo meu corpo naquela tarde fria e chuvosa de um sábado qualquer.

Sem esperar muito me debrucei na cama e observei ele me olhando inteiramente. Quando me vi estava sendo violentamente jogada para debaixo de seu corpo. Senti um tic-tac, pulsando entre minhas pernas.

– Como você está molhada – Ele disse-me, e eu ofegante respondi com um gemido rouco.

Não consegui pensar em outra coisa a não ser naquele momento, me tirou a razão. Com alguns minutos daqueles beijos molhados, já não tinha mais consciência para pensar direito.

Sentindo apenas meus sentidos se aguçarem com minhas mãos pelo seu corpo. Meu olhar já não enxergava muita coisa, estava em uma espécie de transe, sentindo a excitação que corria. Meus sentidos se abriram mais para as sensações que eu sentia naquele momento. Senti sua mão forte bater em minha bunda, com um estralo impactante. Suas mãos percorrendo pelo meu cabelo, puxando forte para contra ele.

Com alguns tapas e uma pegada selvagem, fui-me deixando levar até que me encontrei sem opções a não ser deixar tudo acontecer conforme estava indo. Deixei-me mais solta do que antes, e com ele levando-me a um mundo de prazeres intenso.

Seus gemidos agora soavam mais alto do que os meus, pedindo, implorando para que essa sensação continuasse por mais um tempo. Com sua mão no meio de minhas pernas, não conseguia mais parar de me estremecer dos pés
a cabeça. Um arrepio forte passou-me pelo corpo. Cada vez queria mais forte e mais selvagem.

Pegando meu corpo com um intenso desejo de domina-lo por inteiro, ele jogou-me de bruços enfio seus dedos dentro de mim, devagar, suave, sentindo-me molhada. Com o vai e vem de seu entrar, senti uma onda de calor me consumir. Gozei em cima de deus dedos molhados, gemendo de prazer.

Ele olhou-me com um olhar selvagem e colocou dentro de mim, forte. Meus sentidos, nessa hora se esvaíram. Com um timbre em meus ouvidos, ouvia tudo em eco. O prazer de tê-lo dentro de mim, deixou-me com uma estranha sensação em meus ouvidos. Uma estranha sensação que logo depois voltou e eu explodi de tesão com ele dentro de mim.

Ele forçou suas mãos em minha bunda, enquanto metia forte, e eu pude sentir seu prazer se intensificar dentro de mim. Com um gemido grosso, ele gozou em cima de minha bunda, enquanto eu empinava para ele.

Deitei em cima dele com um fôlego intenso, e deixe-me acalmar. Ele olhou-me pelada e abraçou meu corpo quente, enquanto acariciava meu cabelo, entrei em
um sono profundo, e mergulhei na exaustão de um sexo selvagem.

Charles Bukowski

“A solidão é um presente, o resto é apenas um teste da sua capacidade de resistência, do quão você quer fazê-lo.”

Clarissa Corrêa


“Todos os dias nós enfrentamos esse emaranhado de dúvidas e infinitos caminhos que é a vida. E ficamos um pouco perdidos, esperançosos, confiantes, temerosos, tudo ao mesmo tempo e com uma intensidade absurda. E cuidamos para não enlouquecer, não esmorecer, não fraquejar, não pisar em falso. E procuramos achar todas as respostas para as perguntas que insistem em brincar de nos pregar peças.”

– Clarissa Corrêa

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Friedrich Nietzsche

“Por acaso, hoje uma questão casual me fez perceber que um dos mais básicos conceitos da vida foi apagado de minha consciência: o de “futuro”. Nada desejo, nem um mísero traço de desejo eu sinto. Um quadro vazio! Será porque tenho vivido por tanto tempo às portas da morte que eu não mais abro os olhos para todas as atraentes possibilidades? O certo é que eu me confino a pensar dia após dia, que eu decido o que deve acontecer amanhã, e nenhum dia a mais! Talvez isto seja irracional, impraticável, e mesmo não-cristão – apesar daquele pregador da montanha ter proibido preocupações com “o amanhã” – mas certamente me abala de maneira filosófica. Respeito-me um pouco demais para isso. Parece que eu desaprendi a desejar, sem ao menos sequer tentar. Nessas semanas tenho estado a “transvalorar valores“. Você compreende esta expressão? Quando você a considera mais de perto, o alquimista aparece como o mais louvável dos homens: me refiro àquele que transforma algo insignificante ou desprezível em algo de valor, ou mesmo em ouro. Minha tarefa neste momento é completamente singular: pergunto a mim mesmo o que o gênero humano sempre odiou, temeu, e desprezou em geral – e justamente disso tenho feito o meu “ouro”… Se ao menos eu não fosse acusado de falsificação! Ao invés disso, eu me restrinjo a isso.”

– Friedrich Nietzsche

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Little Girl Blue

O azul é a melancolia de dentro de nossa alma. Ela nos leva além em um mundo totalmente azul, azul de desespero. Um azul claro melancólico outro mais profundo como a solidão deve ser. Eu sei que nesse mundo das cores de despedidas me levam em um barco branco de paz por dentro do mar azul escuro de solidão. Eu tenho tentado remar para um mar cristalino, onde consigo ver o reflexo de meu rosto perdido em sonhos que não existem. Tenho tentando acordar em um amanhecer quente e laranja como deve ser. O sol amarelo esquentando um pedaço de minha alma fria, paralisada de um instante infinito. Está na hora de ver o dia nascer novamente em meu rosto distante. E apreciar o florescer de minha vida se desabrochando para o amor que tem andado comigo. Sim baby, eu sou uma explosão ambulante. Explodo dentro de mim mesma e quando percebo os pedaços estão espalhados ao meu redor com um infinito quebra cabeça. Eu tenho visto o meu mundo azul se enfurecer como um vulcão. Criando uma cor alaranjada no reflexo do ceu. E eu sei como me sinto quando explodo de dentro para fora. Despedaçada em mínimos detalhes sou arremessada em seus braços confortáveis. É cruel me jogar assim, desmoronando em cima de ti. Mas eu sei que meu mundo azul tem estado feliz melancolicamente de lhe ter dentro dele.
– Flávia M. (Vomite-me)

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